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16 de jul de 2017

Poesia) PEDRO LUSO – A alma do homem





A ALMA DO HOMEM
PEDRO LUSO DE CARVALHO




Sobre a cama o corpo frágil,
não mais o corpo forte e ágil,
do tempo, vítima.

Na desordem do quarto, o ágio,
mas vem raios de luz, apanágio,
numa paz legítima.

Havia um plano para a noite,
para o mortal plano, o açoite,
ao homem implica.

Esperança do homem feneceu,
forças findas na noite, no breu.
Morre, a alma fica.





*   *   *





22 comentários:

  1. Beleza e profundidade caminham juntas em cada verso tão bem construído,Pedro! abraços praianos,chica

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  2. Oi, Pedro, comovente poesia do destino humano.
    Um abraço

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  3. Boa noite Pedro!
    Numa estrutura interessante para uma inspiração acelerada da essência humana.
    O Ânima que nos revela. Belo trabalho Pedro e a ilustração perfeita ao sentimento aqui tão bem colocado.
    Uma linda semana para vocês.
    Meu terno abraço de ´paz e luz.

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  4. Quando a esperança morre, o corpo morre com ela.
    Um abraço e uma boa semana

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  5. Muito bonito! Parabéns.

    Beijo e uma excelente semana.

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  6. Bom dia Pedro.
    Um poema muito bem construído e arrepiante. Os sonhos nunca pode acabar, quando se acaba os sonhos e a esperança, acaba a fio que nós segura a vida. E a morte é certa. Mas com isso não quero dizer que não podemos esperar a morte como algo natural. Estamos aqui no tempo permitido por Deus e devemos saborear e viver cada segundo da dadiva que é a vida. Uma linda semana meu amigo e deixo um abraço a querida Tais.

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  7. Gostei da forma como o Pedro guiou a mão pela vereda do verso neste tema delicado.
    Desalmado, ao corpo inerte resta a configuração terrena, a dimensão ínfima do pó que nos tolda a visão. Vivemos na ilusão da beleza corpórea, confiantes na condição de divindade soprada no alfa da criação.
    Abraço.

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  8. Que lindo e triste ao mesmo tempo, a realidade é assim, somos todos vítimas do tempo, mas ao mesmo tempo é consolador, pois se se vive se tem de morrer, acho que sempre renderá bons versos, assim como os seus, quando se olha para a vida, ver que já se viveu!
    Abraços bem apertados!

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  9. Boa tarde, Pedro. Um poema muito bom, de uma grandeza espetacular.
    Muitas vezes lutamos e não conseguimos absolutamente nada em nossas batalhas, apenas confirmar que o homem não mais consegue se reestruturar, caminhando cada vez mais para uma humanidade fria e sem fé, tristes ais, fazer o quê?
    Parabéns.
    Beijos na alma e excelente domingo de paz!
    Tentei seguir o seu blog, mas não sei o que está havendo esses dias, não estamos conseguindo seguir espaço algum, reclamação de todos.

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  10. Olá Pedro! Enquanto o pessoal lá do prédio saiu da reunião para assistir novela, aproveitei para passar aqui e apreciar este teu belo e profundo poema. para quê lutar se o dia sempre chega. O melhor é aceitá-lo com resignação.
    Abraços
    Furtado.

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  11. E são nesses momentos de agonia humana, ora o ágio, ora regalias, que tudo se perde. E esses são os momentos que não adianta mais sonhar. Tudo se perde no breu: o corpo... Mas e a alma?
    Poema triste, mas de uma escrita elegante. Poema também profundo e forte.
    Beijinho daqui do lado...

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  12. Un poema muy interesante y profundo.
    Cuando la mente se marchita, se marchita el cuerpo.
    Un abrazo.

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  13. El triste adiós a la vida.
    Abraços, Pedro.

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  14. El cuerpo viejo y fatigado yace desconsolado.
    Mientras el alma tiembla esperanzada...
    ¡Preciosos versos!

    Felicitaciones y abrazos..

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  15. A vida escorre, amigo. Até as filosofias se esgotam. Mas não vamos esmorecer. A alma fica. Belo poema!
    Forte abraço,

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  16. Un poema inmenso y muy bueno.

    Un abrazo

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  17. Ola Pedro seu poema é a realidade inexorável, mas a alma sempre fica.
    Gostei muito.
    Abração,
    Léah

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  18. Um poema triste, mas real. Morremos e nascemos quantas vezes é preciso alheios à engrenagem da vida, tão complicada, tão fútil,tão em desacordo com com o que o coração deseja...
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  19. Me gustaría creer que cuando el cuerpo se agota de sufrimiento y con él la esperanza, queda el alma.

    Pero la lógica cartesiana...

    Saludos, Pedro.

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  20. Quanta delicadeza nessa composição de palavras perfazendo um interessante poema!
    Abraço

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  21. Versos profundos, vejo a vida escorrendo entre suas digitais.
    Grata pela visita ao meu blog.
    Abraço, amigo Pedro!

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PEDRO LUSO